quarta-feira, 8 de agosto de 2018

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Fotos: mascotes e gritos de guerra - Matutino

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

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sábado, 1 de abril de 2017

Do Senso Comum ao Conhecimento Científico

Quer queiramos ou não, o senso comum é uma constante em nosso cotidiano. Esse saber simples, superficial e sem amarras nos constitui enquanto seres que valorizam o conhecimento e experiências adquiridos ao longo da vida e/ou gerações.

Vamos citar dois exemplos em que basta o senso comum para resolver ou evitar um problema:

1- Quem nunca tomou um chazinho amargo feito pela mãe ou avó com a promessa de que melhoraria sua dor de estômago e esta, incrivelmente, desapareceu?

2- Não é preciso ser mecânico para saber que um carro precisa de manutenção de tempos em tempos; do contrário, a qualquer momento haverá desgaste das peças e seu condutor ficará “na estrada”.

Há momentos, no entanto, em que o senso comum não é suficiente. Se a dor de estômago não passar com o chazinho da vovó, é melhor procurar um médico, fazer exames e tomar a medicação prescrita.

O Conhecimento Científico, por sua vez, é uma extensão do senso comum. Muito provavelmente o remédio que médico irá prescrever ao paciente com dor estomacal foi desenvolvido a partir do estudo de princípios ativos de plantas medicinais. A educação sistematizada surgiu da necessidade de experimentação do senso comum, bem como sua ressignificação, refutação e produção de novos conhecimentos.

“(...) é benéfica a interligação entre o Senso Comum - baseado em testemunhos culturais – e o Conhecimento Científico – baseado em métodos de pesquisa. Um, é a continuação do outro, a Ciência pode comprovar ou desmistificar factos/acontecimentos baseados no senso comum, através dos métodos de pesquisa científica.” (LOPES & NICOLAU)

Ambos são falhos em algumas situações, contudo o conhecimento científico tem o compromisso de suprir essas falhas através do estudo e da experiência.

Referências:

LOPES, Adriana; NICOLAU, Andreia. Conhecimento Científico vc. Senso Comum. http://caminhodapsicologia.webnode.com.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20psicologia/psicologia-vs-senso-comum/ Acesso em 25/03/2017

(Texto produzido para o fórum da disciplina de Metodologia do Ensino do curso de Pós-graduação em Metodologia do ensino de língua portuguesa da UNICESUMAR)

domingo, 5 de junho de 2016

Democratização da rede e a produção do conhecimento

                                                                                                 
É inegável que o processo de construção do conhecimento teve seu progresso catapultado com o advento da democratização da internet. Encontramos quaisquer informações a respeito de qualquer temática e em qualquer idioma. Contudo, o grande problema dessa nova mídia é justamente sua popularização. Segundo Moran, 1997, há um excesso de informações e pouco conhecimento, principalmente em seu uso na educação. Ele diz que há uma certa confusão entre informação e conhecimento e que os dados e informações são muitos.

A internet nada mais é que o virtual sendo um simulacro do real. No cotidiano também não damos crédito a qualquer discurso sem confrontá-lo com nosso conhecimento prévio. Do mesmo modo deveríamos proceder na grande rede.

Os educadores precisam ter seu senso amadurecido para orientar os educandos quanto aos caminhos e procedimentos adequados para acessar e produzir conhecimento nesse contexto. Pesquisa revela um avanço na preferência pela internet vem superando até mesmo a campeoníssima tv em número de horas de utilização. "De acordo com a pesquisa (Pesquisa de Mídia Brasileira 2015), os brasileiros passam, em média, quatro horas e 59 minutos por dia usando a internet durante a semana e quatro horas e 24 minutos/dia nos fins de semana. Já a média de tempo assistindo à TV fica em quatro horas e 31 minutos/dia nos dias de semana e quatro horas e 14 minutos aos sábados e domingos." (LOURENÇO, 2014).

No entanto, o que observa-se em grande parte dos docentes é uma espécie de letargia quanto à era tecnológica. "A participação dos professores é desigual. Alguns se dedicam a dominar a Internet, a acompanhar e supervisionar os projetos. Outros, às vezes por estarem sobrecarregados, acompanham à distância o que os alunos fazem e vão ficando para trás no domínio das ferramentas da Internet. Esses professores terminam pedindo aos alunos as informações essenciais." (MORAN, 1997).

É preciso, portanto, amadurecer nas escolas a consciência de que os educando fazem parte da era digital. É inconcebível um ambiente escolar do início do século XX para alunos do terceiro milênio. 

MORAN, José Manuel. Como utilizar a Internet na educação. Disponível em: Acesso em: 04/06/2016

LOURENÇO, Luana. Brasileiro passa mais tempo na internet do que vendo TV.  Disponível em: Acesso em: 04/06/2016