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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Meninos invadem banheiro feminino da escola

Aconteceu na E. E. M. Prof. Roberto Grant na manhã de 5 de novembro. Nada foi premeditado com antecedência. Consta apenas que todos os garotos da 3ª 04, tendo como cúmplices a professora de LPL e as garotas da turma, adentraram ao banheiro feminino da escola.

O que foram fazer lá?
Pasmem. Foram ler e ouvir poesia!

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Tudo começou quando a professora falava de Carlos Drummond de Andrade, sua vida e obras. Ao falar de "E agora, José?", uma das meninas lembrou que essa poesia está afixada em uma das portas internas no banheiro feminino. "Não vale", exclamaram alguns dos rapazes. "Nunca entrei num banheiro feminino", disse outro.

Como a gurizada topou, nos dez minutos finais fomos todos ao banheiro.

Veja:






Poema completo:

E agora, José? 
(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,

e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?

e agora, José?

Está sem mulher,
está sem carinho,
está sem discurso,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?



Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?


Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!


Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia, 
sem parede nua
para se enconstar,
sem cavalo preto
que fuja a galope
você marcha, José!
José, para onde?

Link: http://www.vagalume.com.br/paulo-diniz/e-agora-jose.html#ixzz3qfzPjz8a

sábado, 18 de maio de 2013

Filme: O enigma de Kaspar Houser



Filme sobre o qual falei para os meus alunos dos primeiros anos do Roberto Grant.

Tem vários erros de escrita na tradução (legenda), mas é possível entender.


O enigma de Kaspar Houser, 1974, produzido por Werner Herzog conta a história do desconhecido que apareceu em 1828 em Nuremberg, Alemanha, sem saber falar. Ele trazia consigo alguns poucos pertences, dentre eles uma carta endereçada ao capitão da cavalaria e lhe explicava a origem.

Kaspar Houser foi criado, acorrentado, em um porão. A carta dizia que fora deixado, ainda criança, para ser criado por um camponês que já tinha dez filhos. Por isso Kaspar nunca mais saíra de casa e o camponês não denunciou ninguém pelo seu abandono por não ter nenhuma pista de quem acusar.

Durante muito tempo o rapaz viveu acorrentado, em companhia de um cavalinho de brinquedo. Alguém lhe trazia pão e água enquanto dormia, portanto, nem sabia da existência humana.

Já adulto, o camponês ensinou-lhe escrever o nome e a dizer "Quero ser cavaleiro como meu pai." Na carta este também pedia que o tornassem cavaleiro como possivelmente o pai fora, se um dia o tivesse tido.

Durante o período de socialização, primeiro o enclausuram numa torre, a mesma em que prendem vagabundos e bandidos. Dali pode observar a paisagem e mostra-se dócil. Então é levado a uma casa, ensinam-lhe a sentar-se à mesa, comer, falar, escrever, jardinagem, tricô e tocar piano.

Sua noção de tamanho e perspectiva é a mesma de uma criança. Ao ver de perto a torre em que ficara ao chegar na cidade, diz que ela é grande e que um homem muito grande deve tê-la construído. Quando o professor diz que o quarto em que Kaspar ficara é no todo da torre, diz que o quarto é ainda maior pois quando lá estava, virando-se para todos os lados via o quarto, enquanto que agora apenas via a torre se estivesse de frente para ela, se virasse as costas, esta desaparecia. 

Passa a sonhar e conta seus sonhos ao professor (uma prova de que estava organizando seu pensamento, pois havia adquirido a linguagem). Diz que quer contar histórias, porém não sabe o final delas.

No fim do filme, depois de sofrer o primeiro atentado, escreve sua biografia. Diz que a cama é o melhor lugar do mundo e que a única coisa sua que interessa aos outros é sua história, nada mais.

Sofre o segundo atentado, morre e lhe dissecam o cadáver. Descobrem o fígado grande, que o cerebelo é maior que o normal e que o lado esquerdo é menor que o lado esquerdo do cérebro.


(Resenha: Elizete Mainardes Appel 18/05/2013)




Se preferir, veja a versão editada - 43 minutos


terça-feira, 7 de maio de 2013

Paródia - letra e performance de Henrique e Luis Gustavo



Trabalho de Língua Portuguesa - intertextualidade. Alunos da 1ª05RG/2013 (Henrique Luan Cziczek e Luis Gustavo Huttl) cantam paródia de sua composição.

Em breve: letra da paródia.

segunda-feira, 25 de março de 2013

A História da Páscoa contada por crianças

A inocência e singularidade das crianças ao contar sobre o surgimento da Páscoa. Simplesmente lindo do início ao fim...

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=JcvnU1w-xnk


E para quem preferir, tem a versão em inglês: https://www.youtube.com/watch?v=C6J1WQnBTfM

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A "Cidade Encantada do Papai Noel" de Augusto Stiegler


Vídeo: Augusto Stiegler.
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=okve14DHCys

Reportagem de uma página na edição de A Gazeta - edição de Natal/2012.














Fotos: Augusto Stiegler.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Show Grant 2012 - apresentação de abertura



A apresentação de abertura do Show Grant 2012 ficou por conta dos meus queridíssimos alunos da 3ª01, ensaiados pela professora de Arte Maria das Graças Shakorowski.

 ----- Show Grant 2012
 --- Escola de Ensino Médio Professor Roberto Grant
 --- São Bento do Sul/SC